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quinta-feira, 18 de junho de 2026

A relação entre episteme burguesa e psicanálise em obra organizada por Lucas Maia

 Episteme Marxista e Psicanálise - Lucas Maia (org.).



A obra organizada por Lucas Maia traz uma reflexão importante sobre as relações entre o marxismo, concebido como uma episteme (um modo de pensar subjacente que atua sobre o conteúdo do pensamento), e a psicanálise, compreendida como uma manifestação da episteme burguesa. Nesse contexto, a obra apresenta uma concepção crítica da psicanálise a partir dos seus vínculos com o pensamento burguês e, assim, se abre caminho para sua reformulação e avanço no sentido de se vincular à perspectiva do proletariado. É nesse contexto que obras de Freud e a aceitação acrítica do freudismo são trabalhadas no presente livro. Para aqueles que se interessam pela relação entre marxismo e psicanálise, freudomarxismo, crítica do freudismo, entre outros temas correlatos, a presente obra se torna fundamental.




Título: Episteme Marxista e Psicanálise
Organizador: Lucas Maia
Autores: Alice Viana, Lucas Maia, Nildo Viana
Editora: Edições Redelp
Edição: 01
Ano: 2026
Páginas: 104
Coleção/Série: Dialética e Sociedade, 13.
ISBN: 978-65-86705-61-4

TEXTO DA ORELHA

A psicanálise hoje é uma das ciências mais populares e bem recebidas por vastos setores da sociedade. Freud e seus discípulos e dissidentes hoje fazem fortuna. O marxismo, por sua vez, já teve altos e baixos em sua popularidade e aceitação. A relação entre essas duas concepções assumiu várias formas. Muitos supostos marxistas condenaram e criticaram a psicanálise, enquanto outros a defenderam e buscaram uni-la com o marxismo. Os textos aqui reunidos iniciam um outro debate, que escapa tanto das negações stalinistas e simplificadoras da psicanálise quanto da sua aceitação acrítica ou mescla eclética com o marxismo. Um outro caminho é apresentado, o da crítica e da assimilação da psicanálise pelo marxismo. No presente volume, emerge o momento crítico, passo necessário para a posterior assimilação.

 

SOBRE O AUTOR:

 

Lucas Maia é doutor em Geografia, pós-doutor em Sociologia e tem formação em Psicanálise. Atua profissionalmente como professor do Instituto Federal de Goiás – IFG há vários anos. Suas pesquisas abordam temas diversos: história e dinâmica do movimento operário, movimentos sociais, educação e correntes pedagógicas, com destaque para Pedagogia institucional e autogestão pedagógica, o pensamento de Freud e relações da psicanálise com a literatura etc. Contudo, o maior interesse de seus estudos é a obra de Marx e do marxismo subsequente, sobretudo as tendências crítico-revolucionárias, como o Comunismo de Conselhos e o Marxismo Autogestionário. Vários de seus trabalhos versam, por isto, sobre teoria, história e experiências de Autogestão Social. Alguns de seus livros são: Comunismo de Conselhos e Autogestão Social; Leitura Epistêmica de O Capital; Nem Partidos, Nem Sindicados: a Reemergência das Lutas Autônomas no Brasil, entre outros.


quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Livro analisa a contribuição de Fromm para compreender os dilemas humanos na sociedade moderna

 


A Edições Redelp, casa publicadora que vem se destacando pela publicação de obras de alta qualidade formal e de conteúdo, com livros bem acabados, capas bonitas, papel de alta qualidade (e com preços acessíveis, apesar disso), acaba de publicar a coletânea "Erich Fromm e os Dilemas Humanos na Sociedade Moderna", organizada por André de Melo Santos. André de Melo Santos produziu uma tese de doutorado sobre Erich Fromm, além de ter publicado vários artigos sobre o grande psicanalista humanista. Nesse livro, outros pesquisadores do pensamento de Fromm, como Alan Ricardo Pereira Duarte, Edmilson Marques, Maria Angélica Peixoto e Nildo Viana contribuem, além do próprio André de Melo Santos, com artigos esclarecedores sobre vários aspectos do pensamento de Fromm, tais como a questão da alienação, da liberdade, do caráter social, coisificação, entre outros. É uma obra imperdível para todos os pesquisadores e interessados em geral no pensamento de Erich Fromm e sua contribuição psicanalítica na sociedade doente em que vivemos. 

Abaixo material informativo da editora:

Erich Fromm e os Dilemas da Sociedade Moderna - André de Melo Santos

Erich Fromm é um dos grandes nomes da psicanálise e um dos mais argutos analistas da sociedade moderna e dos processos psíquicos no seu interior. A coletânea organizada por André de Melo Santos, sociólogo e historiador estudioso do pensamento de Erich Fromm, reúne autores que há muito tempo pesquisam o psicanalista alemão e oferecem uma rica contribuição para compreender alguns de seus principais conceitos e análises da sociedade capitalista. É uma obra fundamental para todos que querem entender os dilemas humanos na sociedade moderna, que se reproduziram e ampliaram muito depois da morte de Erich Fromm.





Título: Erich Fromm e os Dilemas Humanos na Sociedade Moderna.

Organizador: André de Melo Santos.
Editora: Edições Redelp.
Edição: 01.
Ano: 2020
ISBN:978-65-86705-22-5

SINOPSE:

Erich Fromm é um dos mais renomados psicanalistas de todos os tempos, bem como é considerado um dos principais representantes do chamado freudo-marxismo. Fromm, através de sua síntese entre o pensamento de Marx e Freud, une a perspectiva psicanalítica sobre o indivíduo com a perspectiva marxista sobre a sociedade capitalista, promovendo uma análise bem superior à muitas formas de sociologismo e de psicologismo. A presente coletânea tematiza alguns dos principais problemas que Fromm identifica na sociedade moderna, tal como a questão da coisificação, da alienação, do caráter social, da liberdade. Fromm percebe a sociedade contemporânea como sendo “doente” e, por conseguinte, sendo necessária transformá-la para o ser humano se libertar e reencontrar com sua essência perdida. A liberdade, a produtividade, a autorrealização, emergem como exigências radicais dos seres humanos numa sociedade marcada pela burocratização, abstratificação, mercantilização, entre outros problemas. O presente livro é leitura fundamental para compreender os indivíduos e seu universo psíquico na sociedade moderna, tal como analisado por Erich Fromm.

Comprar na Livraria Redelp (livraria da Edições Redelp).

domingo, 14 de abril de 2019

O Dogma de Cristo e outros Ensaios sobre Religião, Política e Psicologia (pdf)





 Acesse o livro O Dogma de Cristo, de Erich Fromm, clicando aqui.

Para acessar versão espanhola e aúdio livro, vá na aba superior em "Livros de Erich Fromm".

sexta-feira, 12 de abril de 2019

A Arte de Amar - Erich Fromm




Para ter acesso ao livro de Erich Fromm, A Arte de Amar, clique aqui.

Veja Resumo depois das capas!

Outras capas:








“Amar alguém não é apenas um sentimento forte, é uma decisão,  é um juízo, é uma promessa. Se o amor fosse apenas um sentimento, não haveria base para a promessa de amar um ao outro para sempre. Um sentimento vem e pode ir. Como posso julgar se ele vai ficar para sempre, se meu ato não envolver juízo e decisão?”
Erich Fromm

“O amor é uma arte? Então requer conhecimento e esforço.” Erich Fromm inicia o livro “A Arte de Amar” e surpreende com a nova premissa de que devemos aprender a teoria e a prática do amor para sermos sujeitos capazes de exercer a arte.
O ideal amoroso concretizado nos roteiros cinematográficos é desmistificado. Se não houver a consciência do estado de “separação do homem” e o exercício da liberdade para a prática do poder de amar dando ao outro as expressões e manifestações de que se é vivo nele, em sua alegria, compreensão, interesse, conhecimento, sem sacrificar a própria vida, o pseudo amor se esvai com os primeiros antagonismos...
O amor é desvendado como resposta para o problema da existência humana. “Só há certeza com relação ao passado; com relação ao futuro, a única certeza que existe é a da morte.” A consciência do estado de separação faz com que o homem busque a união para superar a solidão, a culpa e a ansiedade. A necessidade de se unir é observada nos mais remotos mitos como por exemplo a história de Adão e Eva.
As pessoas maduras, conscientes das próprias individualidades, devem ter cuidado, respeito, conhecimento e responsabilidade para assumirem uma relação amorosa, construírem os alicerces necessários para o compromisso de vontade e crescerem mutuamente na permanência do amor.
“O amor é o único meio de conhecimento: no ato de união ele dá resposta à minha busca. No ato de amar, de me dar, no ato de penetrar o outro, eu me encontro, eu me descubro, eu descubro a mim e ao outro, eu descubro o homem.”
O amor é desvelado em suas inúmeras formas. O amor fraterno é o amor por todos os seres humanos, o amor universal pelos iguais. O amor materno é uma afirmação incondicional da vida: duas pessoas que eram uma se separam e vivem a necessária relação simbiótica nos primeiros anos, o crescimento da criança e o amadurecimento do vínculo. O amor erótico é o anseio da plena fusão, nele ocorre o paradoxo de que dois seres se tornam um, mesmo permanecendo dois. O amor a si próprio é liberto do estigma de ser egoísta para ser a declaração de capacidade de amar. O amor a Deus é a forma religiosa do amor e também nasce da necessidade de superar o estado de separação e alcançar a união...
Fromm discorre sobre a desintegração do amor da sociedade ocidental contemporânea, a sociedade capitalista e os paliativos encontrados para a pessoa não tomar consciência de seu estado de solidão, e as psicopatologias presentes no homem moderno como os distúrbios neuróticos e as relações eivadas de sadismo e masoquismo.
“Nossa civilização oferece vários paliativos que ajudam as pessoas a não tomar consciência de sua solidão. O primeiro deles é a estrita rotina de trabalho burocratizado e mecânico, que ajuda as pessoas a permanecerem inconscientes de seus desejos humanos mais fundamentais, do anseio de transcendência e unidade.”
No capítulo sobre a prática de amar, Fromm decepciona os leitores acostumados às receitas de como fazer, afirmando que a prática do amor é uma experiência pessoal que só é possível ter para e por si mesmo.
“O que importa em relação ao amor é a fé em nosso próprio amor, na capacidade que este tem de produzir amor nos outros e na confiabilidade desse amor.”
Ser capaz de amar é ter a coragem de assumir riscos e empreender a única maneira saudável de responder ao problema de existência humana. Acreditar na possibilidade do amor, também como fenômeno social, é a fé racional baseada na compreensão da natureza verdadeira do homem.


Helena Sut